Partido Nacionalista Democrático

 


 

RIMAS POBRES E RIMAS RICAS

I - RIMAS POBRES

Antes uma explicação: RIMA POBRE, no caso, refere-se ao "Relatório de Impac-to Ambiental" adotado pelos órgãos que lidam com a conservação do meio ambiente, mormente aquele modelo que avalia a instalação de usinas hidrelétricas, em todo o terri-tório brasileiro.

Estamos batizando tais modelos como "RIMAS POBRES", porque se concentram em examinar os efeitos negativos da construção de barragens, sempre os mes-mos, sem levar em conta os benefícios que poderão trazer ao país e aos brasileiros.

Os problemas ambientais associados ao desvio de cursos de água e a construção e represas incluem, necessariamente, a perda de terras agricultáveis e de vegetação pri-mitiva, além da necessidade de remoção dos habitantes das áreas que serão alagadas pelo futuro lago.

Além disso, as alterações ambientais também poderão afetar a vida dos animais, inclusive peixes, e da flora local.

Outro impacto ambiental adverso, decorrente do represamento de rios, poderá ser causado pelo apodrecimento da vegetação submersa, que redundará na acidificação da água represada e na transformação anaeróbica da matéria orgânica em gases que ve-nham a afetar o "efeito estufa", como o metano.

Entretanto, o que as "RIMAS POBRES" não acentuam é que a despeito dos efeitos negativos, o uso da força das águas para gerar eletricidade é o mais a-ceitável dos recursos energéticos.

Parece até que estamos diante de uma reencarnação dos druidas, sacerdotes e sa-cerdotisas de uma pré-histórica religião celta, talvez nascida no segundo milênio antes de Cristo. Os druidas veneravam tanto a natureza que não erguiam templos para o culto religioso, que era feito ao ar livre, em círculos delimitados por pedras, como podem ser visualizados em "Stonehenge".

Ao que tudo indica, os novos druidas, surgiram no extremo noroeste do Brasil, na onda de um líder sindical, transformado em defensor da natureza por arte de organiza-ções governamentais muito atuantes na Amazônia brasileira, embora sediadas em terri-tórios ocupados no passado pelos antigos celtas. Estas, sim, representam diretamente os interesses daqueles povos e os seus atuais propósitos são os de convencer os habitantes dos países ricos em recursos naturais, todavia pouco desenvolvidos, a pouparem ao má-ximo tais riquezas, para uso futuro dos seus descendentes, em linha reta.

Nos últimos tempos, com a presença de uma "druidesa" à testa do órgão responsá-vel pelo meio ambiente do país, tornou-se quase impraticável instalar usinas hidrelétri-cas no país, eis que a fartura de energia elétrica poria o país na trilha da prosperidade, pois energia é sinônimo de vida, circunstância que suscitaria o consumo de maior quan-tidade de recursos naturais.

Os novos druidas só sabem recitar RIMAS POBRES.

II - RIMAS RICAS

As RIMAS ricas, desprezadas pelos novos druidas, são aquelas que também mos-tram como corrigir os inconvenientes e explorar as virtudes da construção de hidrelétri-cas.

Evidente, que a seleção competente e cuidadosa dos sítios para instalação das usi-nas poderá eliminar ou atenuar a maioria dos problemas citados.

De pronto, deve ser enfatizado que o impacto ambiental causado pela substituição da vegetação nativa, mesmo do tipo florestal, pelos lagos formados pelas barragens, é praticamente nulo, por não afetar o clima, fator de equilíbrio de todos os ecossistemas.

Com efeito, o ciclo hidrológico dos locais onde se instalam as hidrelétricas ficará livre de qualquer alteração perniciosa, devido ao fato de não se reduzir a proporção da precipitação que retornará à atmosfera, pois a evapotranspiração da cobertura anterior será compensada, com sobras, pela evaporação da superfície líquida dos reservatórios. Além disso, o outro parâmetro conformador do clima, a umidade relativa do ar, será melhorado em virtude da diminuição do albedo ( razão entre a radiação refletida por uma superfície e a radiação solar que sobre ela incide), uma vez que a água tem maior capacidade de absorção da energia solar incidente do que qualquer outro tipo de super-fície. Dependendo dos locais, a acumulação de água em reservatórios terá a propriedade de melhorar o micro-clima, como foi o caso do lago Paranoá, que aliviou a secura ex-trema de Brasília.

A crítica acerba em relação à possível acidificação das águas dos reservatórios po-derá ser rebatida com a previsão da limpeza das áreas que serão inundadas devido ao represamento. Os serviços de desmatamento e limpeza das áreas destinadas aos reserva-tórios, além de evitarem a acidificação futura das águas, ainda poderão ajudar a financi-ar parte das obras, caso haja grande volume de madeiras de alto valor comercial.

Os danos à ictiofauna, de que tanto falam, serão minimizados com a construção de "escadas de peixe" ao lado das barragens, que permitirão a desova nas nascentes, como acontece na natureza.

Os seres humanos que ocupam as áreas a serem alagadas poderão ser removidos para sítios não afetados pelo alagamento, com uma vantagem ponderável: a melhoria da qualidade das respectivas residências.

Quanto à fauna terrestre, também há possibilidade de remoção para lugares secos, pois o tempo de construção das barragens é suficientemente grande para a execução cuidadosa dessa faina.

Mas, há vantagens excepcionais decorrentes da instalação de usinas hidrelétricas.

Em primeiro lugar, são elas a única fonte limpa, isto é não poluidora, capaz de ge-rar grande quantidade de energia, como a vida moderna demanda.

Além disso, há uma outra vantagem que pode até suplantar a geração de energia: a ampliação da navegabilidade dos rios e a interligação com outras bacias, mediante a instalação de eclusas, ao lado das barragens.

Depois de instalar todas as usinas inventariadas, além de outras não incluídas no planejamento atual, será possível desatracar um comboio fluvial do porto de Boa Vista, Roraima, e demandar um terminal hidroviário localizado nos arredores da cidade de São Paulo.

A utilização de hidrovias, vale lembrar, representa uma fabulosa economia, prin-cipalmente pelo fato de prevalecer no meio líquido o "Princípio de Arquimedes", que redunda em aliviar o peso da carga de um valor igual ao peso do volume de água deslo-cado pela embarcação. Portanto, haverá economia de energia no transporte, além do barateamento na movimentação das cargas, em virtude da capacidade de transporte dos comboios fluviais.

Disso as "RIMAS POBRES" não cogitam, por pura ignorância.

Daí a razão que leva os órgãos ambientais brasileiros a retardar a construção de u-sinas importantíssimas para o país, como as de Santo Antônio e Jirau que, sozinhas, completarão a navegação franca em todo o rio Madeira, isto é, desde a confluência dos rios Guaporé e Iata, formadores do grande rio, até a foz, quando encontra o Amazonas. A ampliação da navegabilidade do Madeira é o primeiro passo para a interligação das bacias do Amazonas e do Paraguai.

Além das vantagens já mencionadas, a formação dos lagos das hidrelétricas propi-cia a introdução da piscicultura nessas águas, aumentando a oferta de alimentos protéi-cos para a população e, no caso específico da Amazônia, contribuindo para a diminui-ção das alterações na vegetação original, para formação de pastos, na medida em que um hectare de criatório, na região, é capaz de produzir 5 toneladas anuais de pescado, enquanto que para produzir a mesma quantidade anual de carne bovina seriam necessá-rios 150 hectares de pastos.

Esses dados relevantes, os novos druidas ou manangas de um novo rito não levam em consideração.

Não sabem recitar com RIMAS RICAS!

 

ROBERTO GAMA e SILVA
Almirante Reformado
Presidente da Comissão Executiva Nacional Provisória.
Partido Nacionalista Democrático - PND.
Rio de Janeiro em 20 de junho de 2007.

 

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