Partido Nacionalista Democrático

 


 

Nacionalismo democrático

Sergio Tasso Vásquez de Aquino
Vice-almirante ( RRm)

O dia 21 de julho de 2001 entrou para a história como um Dia de Esperança. Em uma tarde que começou radiosa, ensolarada, em que o Rio se vestia de gala, no tradicional Colégio São Paulo, em frente ao mar do Arpoador, foi fundado o Partido Nacionalista Democrático (PND).

Foi cerimônia simples, mas tocante e extremamente significativa, sob as bênçãos de Deus, diante da Bandeira Nacional e ao som do Hino cantado por todos os presentes, seus membros-fundadores. Assim começou a vida oficial do partido que se propõe a defender e a elevar o Brasil e sua gente. O Senhor Todo-Poderoso há de permitir que, também, aquele seja um Dia de Glória, pelos frutos que hão de ser colhidos da nova e nobre sementeira de talento e amor!

Os brasileiros estamos descrentes dos homens que se fizeram responsáveis pelos destinos do nosso amado País, principalmente nos últimos trágicos 11 anos.

Tanta traição; tanta entrega ao estrangeiro do patrimônio conquistado com imenso sacrifício, de sangue, suor e lágrimas, por gerações e gerações de compatriotas; tanta indiferença pela sorte dos concidadãos mais despossuídos; tanta corrupção; tanta irresponsabilidade no trato da coisa pública; tanto roubo da riqueza comum, que a todos os brasileiros pertence; tanto desprezo pela independência arduamente conquistada e pela soberania, que só ela identifica as nações livres e másculas; tanto servilismo aos centros de poder mundial, pela adesão ao neoliberalismo globalista espoliador, a face atualizada do colonialismo degradante de sempre!

Que indigno desempenho das falsas elites que, malsinadamente, têm estado à frente dos destinos da Pátria!

A consciência cívica da Nação clama por um basta! Chega de tantos crimes contra uma terra privilegiada, das mais ricas que existem, e contra um povo altivo e bem, cadinho de todas as raças e ponto-de- encontro de todas as crenças, por isso fadado a ser instrumento de justiça, harmonia e paz entre todas as nações!

O Brasil tem tudo para ser o paraíso sonhado pelos próceres, mártires e guerreiros, que trabalharam, lutaram e se imolaram pelo ideal de vê- lo forte, soberano, altivo, feliz, "livre terra de livres irmãos", porto seguro da fé, da esperança e do amor!

Dentro do legítimo processo democrático, desejado pela maioria do povo, como tantas vezes demonstrado pela sua vontade soberana ao longo da história, apresenta-se o PND como opção autêntica para devolver o Brasil ao seu destino, que só pode ser grandioso por tudo o que esse amado colosso é e representa!

Nós que nos unimos no novo Partido, em defesa da Pátria e do povo, temos o compromisso maior com a soberania, com tudo o que representa o Brasil - daí Nacionalista -, mas com o respeito devido à dignidade intrínseca de todos os cidadãos, na sua maravilhosa condição de pessoas humanas feitas "à imagem e semelhança de Deus" - daí Democrático, mas da democracia verdadeira baseada na virtude e na justiça.

Somos todos homens e mulheres de bem, de coração, almas e mãos limpas, que queremos oferecer nossos talentos ao amado País, sem nada exigir em troca. Somos e queremos permanecer bem diferentes dos que se movem por ambições e pequenos interesses pessoais, todos mesquinhos e materiais, e que, por isso, tanto vêm infelicitando o Brasil, ao fazerem da política uma farsa, uma trágica zombaria, um caminho de iniqüidade crescente, e da "res publica" um butim, algo que vem sendo utilizado apenas para proveito pessoal, grupal e corporativo dos privilegiados detentores do poder, que escarnecem do Brasil e dos sofrimentos do seu povo.

Mercê de Deus, não mais nosso País e sua gente continuarão vítimas da mentira e do ódio; da usurpação, da espoliação e da manipulação por representantes de interesses que não são nossos; da miséria, do atraso e da ignorância incompatíveis com as riquezas naturais e os talentos e a criatividade das gentes.

Chega de humilhação, ultraje, deboche contra o Brasil e os brasileiros! Queremos e merecemos políticos, governantes e legisladores, que amem e respeitem a terra, o povo e as instituições, e que sejam honrados e dedicados servidores do bem comum!

Os que nos infelicitam, vendem e traem têm de ser afastados, pois não estão à altura de nem merecem dirigir o Brasil e decidir o destino dos brasileiros. É por isso que resolvi atender ao chamamento do almirante Roberto Gama e Silva, criador da Força Nacional, tornando- me, com ele e outros compatriotas, fundador do Partido Nacionalista Democrático.

Como a maioria dos militares, sempre fui avesso à política partidária, pela maneira pouco digna como partidos e políticos se vêm comportando entre nós, principalmente, desde a chamada "redemocratização" do Brasil, em 1985, com dramática e trágica intensificação a partir de 1990.

Nos últimos tempos, à baixeza do jogo político, em que as ambições pessoais e Política com "p" maiúsculo; a corrupção que acompanha a atuação das mais conspícuas personagens do cenário político nacional, e ao solene desprezo pelo povo e à indiferença trágica pela sorte dos deserdados, que têm sido a tônica dos caçadores de votos em todas as vésperas de eleições, mas que, finalmente, se vêem bafejados pelos mandatos conquistados pela mentira que engana o povo, somaram-se a traição à Pátria, a venda do patrimônio nacional, os agravos à soberania.

Vamos iniciar a reação. Elevamos as nossas preces a Deus, para que nos guie, proteja e oriente, para que abençoe a trajetória do Partido Nacionalista Democrático, e conceda vontade, talento e garra aos seus integrantes, para serem protagonistas da salvação e da redenção do Brasil.

 

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